O dia hoje está dolorido e sofrido para muita gente por causa da derrota no futebol de 7 x 1.
Mas deem uma olhada neste vídeo!
O que tenho a dizer, neste post que não é sobre panelas, nem sapatos e nem pinceis, é a minha vergonha. Não pela derrota no esporte. Isso é SIMPLESMENTE NORMAL.
Mas minha vergonha por ver bandeiras sendo queimadas, pessoas fazendo quebra-quebra e tumulto, como se alguma coisa fosse, de fato, mudar em suas vidas.
Óbvio que ficamos tristes. Mas, fazer o que? Alguém tem que ganhar e alguém tem que perder. É assim no esporte, e, por isso é tão bonito.
Só não entendo porque ninguém revolta quando políticos roubam, desviam e sonegam milhões e milhões de reais? Quando nosso IDH vai lá em cima, porque damos dinheiro quando nossas crianças vão para a escola, quando criamos cotas e mais cotas nas universidades públicas, sendo que, no final, a população tem cada vez mais analfabetos funcionais? Pessoas não se importam em pagar 2 mil reais num celular mas se recusam a comprar um livro de 20 reais? Ou quando faltam remédios, médicos, macas e todos materiais indispensáveis para a saúde?
Cadê essa revolta, povo brasileiro?
Revoltados porque Neymar saiu, mas nem se deu ao trabalho de ir ao estádio dar apoio aos companheiros de time? Revolta porque tomamos 7 gols? Cadê a revolta pelos 8 trabalhadores que morreram nas obras da Copa?
No esporte, tenho como ídolo, ainda da minha infância, SENNA.
Ah... Esse sim. Cara inteligente, estudado, incentivava o espírito esportivo e fez muito pela educação e pelas crianças.
E hoje em dia? O Neymar? Alguém já viu o Neymar incentivando algo relevante para a população? Alguém viu ele cumprindo seu papel social? Dando exemplo?
Adoro futebol, mas ficaria muito triste em saber que um filho meu acreditasse que vida boa é de quem joga bola, ganha milhões e vive rodeado de mulher. Porque esse é, INFELIZMENTE, o modelo de sucesso no nosso país.
E, pra quem acha que o Brasil perdeu só ontem, se engana. O nosso amado país está perdendo há muito tempo. Perdemos em qualidade de vida, em saúde, educação, segurança. Perdemos e muito quando comparamos nosso país à Alemanha. Aquela que, após anos sofrendo com um regime separatista, reuniu os dois lados do muros, que lembra com tristeza sua história mas busca uma vida melhor para seu povo. Que supera as diferenças e acolhe.
Se um dia tiver a oportunidade, faça como eu. Vá para Berlim e viva isto. Volte para casa, de metrô, em plena madrugada, com total segurança. Veja a limpeza, o respeito, as filas no ônibus.
E fique impressionado porque o ato de vandalismo que veremos em Berlim é quando alguém cola chicletes num pedaço do muro que fica em exposição na Potsdamer Platz, para lembrar que, mesmo com um passado cruel, é possível viver um futuro de orgulho.
Beijo Beijo Beijo
DANI









